Província

Nossa História
QUANDO TUDO COMEÇOU...
Vamos relembrar um pouco da história das FDZ no Brasil. Seremos auxiliados pela obra de Ir.Maria José Ferreira, “Histórico da Província Latino Americana Nossa Senhora do Rogate”. Com muito carinho lembramos que Ir. Maria José juntamente com Ir. Tarcísia, foram as primeiras FDZ Brasileiras.

Vejamos um pouco dessa trajetória:
Em 1950, Rubens Cerqueira, seminarista orionita, vindo da Itália onde estivera a serviço de sua Congregação, falara sobre as FDZ ao Sr. Bispo da Diocese de Valença, Dom Rodolfo das Mercês de Oliveira Pena. Este passou a interessar-se pelas Irmãs, tendo em vista a necessidade de Religiosas de outras Congregações para o serviço pastoral em sua Igreja. Indo a Roma em visita “Ad Limina”, Dom Rodolfo foi procurar a Superiora Geral da Congregação das FDZ, pedindo Irmãs para uma fundação em sua Diocese.

Nesse momento, as FDZ se perguntavam como comemorar, do melhor modo possível, os 100 anos de nascimento de Padre Aníbal Maria Di Francia, fundador do Instituto. Relembravam seus sonhos missionários, com sede de realizá-los. E a porta se abre com o convite inesperado do Bispo Brasileiro.

Veio o Capítulo Geral de 09 a 17 de abril de 1951 e o pedido de fundação no Brasil entrou em pauta com resultado positivo. A proposta capitular de expandir o Instituto para além-mar, sai do projeto. Tudo foi mera coincidência? Não! Tudo foi obra do Plano de Amor do Pai. O Senhor aproveitou aquilo que pode parecer simples coincidência para levar avante o Seu projeto a favor do Seu Reino.

Escolhidas as felizardas para compor o primeiro grupo missionário, já em meados de maio foi fixado na Igreja de Santo Antônio de Pádua, em Roma, o seguinte AVISO:

Na próxima quinta-feira, dia 24 de maio de 1951, Festa de Corpus Christi, às 08 horas, nesta Igreja, se celebrará uma festa missionária, com a entrega dos Crucifixos, bentos pelo Santo Padre, às quatro Irmãs Filhas do Divino Zelo do Côn. Aníbal Maria Di Francia que partirão para as Missões no Brasil. É o primeiro grupo de missionárias da nossa Congregação que, como árvore vigorosa e frutífera estende seus ramos por quase todas as regiões da Itália e agora é transplantada para além-mar, para levar a toda parte seu projeto de Caridade. Esta Missão “ad extra” tem como votos de sucesso, o Ano Centenário do Nascimento do nosso Venerável fundador e o fato de que o embarque acontecerá em Gênova no dia 1º de junho, dia do aniversário de sua morte [...]

No dia 1º de junho de 1951, as quatro missionárias partiram do Porto de Gênova: Madre M. Palmira Carlucci, Ir. M. Plácida Porto, Ir. M. Lorenza Tripodi e Ir. M. Luigina Marchese.

A carta das quatro missionárias escrita na viagem é conservada com carinho pelo Instituto. É cheia de emoção e de ideal, como se pode ver por este pequeno extrato:

[...] Tudo desapareceu, apenas se delineia longe, a costa... e nós ainda estávamos ali... com o lenço nas mãos, agitado pelo vento... Algumas lágrimas furtivas e silenciosas rolam de nossos olhos voltados para o Céu; porém docemente, uma profunda paz desce em nosso íntimo. No fundo de nossos corações está o sorriso da complacência Divina. Adeus queridos, e adeus Itália – nossa Pátria! Iremos para além dos montes e dos mares, para levar a fé, para propagá-la e fazê-la penetrar e vivificar os corações.

Nossas Irmãs partiram na ânsia de realizar os desígnios do Senhor. Traziam em seu íntimo o profundo desejo de anunciar o Evangelho de Jesus Cristo a todos os que encontrassem. Foram fiéis ao pedido do Senhor: “Ide por todo o mundo e anunciai a Boa Nova!”.

Louvado seja Deus pela coragem dessas Religiosas. Por meio delas o Rogate enraizou-se em nossa Pátria, em nossos corações, e aprendemos que a “Messe é grande, mas os operários poucos. Por isso é necessário rezar para que o Senhor suscite homens e mulheres comprometidos com o Reino em toda a Terra!

... e em outras praias nova página da história se abre...

No dia 16 de junho, as quatro missionárias chegaram ao porto do Rio de Janeiro, onde foram acolhidas por estranhos, mas “irmão(as)”, porque o amor do Pai aproxima as distâncias e nos une com a filiação-fraternidade. Foram recebidas pelas Pequenas Irmãs da Divina Providência, da Madre Teresa Grillo Michel. No dia 18 de junho, viajaram para Três Rios, o destino esperado. Aí a história da Casa de Três Rios dá início a uma história de lutas, mas também de bênçãos, de construção, de determinação.

Um ano após, no dia 15 de julho de 1952, outras seis missionárias juntaram-se às primeiras: as Irmãs Elena Gallippi, Adriana Grottoli, Ester Arrigo, Florida Colacchi, Ausiliatrice Malavasi e Leocádia De Virgilis. Estas Irmãs deram o melhor de si pela recente fundação. Dessas, Ir. M. Florida Colacchi, foi quem permaneceu no Brasil por maior tempo, retornando à Itália no ano de 2010.

No dia 19 de julho de 1952, as FDZ assumiram a prestação de serviços na Casa São Vicente, Valença/RJ, também na Diocese de Valença.

No dia 08 de setembro de 1952, as Irmãs FDZ dirigiram-se a Bemposta, Diocese de Petrópolis, para a Escola Profissional Leonie Lacroix. Essa comunidade não existe mais desde 30 de dezembro de 1957.

No dia 21 de fevereiro de 1954, chegou mais um grupo de missionárias FDZ da Itália: Irmãs Camillina dell”Aquilla, Evangelina La Marca, Firmina Arcorace e Fara Colacresi. Do grupo, ainda se encontra no Brasil nossa querida Ir. M. Evangelina La Marca.

Também em 1954, chegaram as primeiras vocações brasileiras: Maria José Soares Ferreira, de Valença(RJ) e Nasmita Mariano, de Inhapim (MG).

Aos 30 de março de 1957, a Congregação assumiu uma missão no Rio de Janeiro, Gávea: o Dispensário Santa Terezinha. Tratava-se de uma creche para acolher crianças de meses de nascidas e nos primeiros anos de vida, das quais as Irmãs cuidavam para que as mães pudessem trabalhar. No entanto, as Irmãs não puderam permanecer nessa obra. Ainda no Rio de Janeiro, no dia 01 de outubro de 1958, as FDZ assumiram o trabalho na Fundação Cardeal Leme. Esse trabalho foi deixado quando as Irmãs conseguiram um local próprio para constituir uma comunidade FDZ na cidade do Rio de Janeiro.

No dia 02 de janeiro de 1958, houve a Primeira Profissão Religiosa das FDZ, fora da Itália: as duas primeiras vocacionadas brasileiras passavam a fazer parte da Congregação das Filhas do Divino Zelo: Ir. Maria Glória da Sagrada Face (Maria José Soares Ferreira) e Ir. Maria Tarcísia da Divina Eucaristia (Nasmita Mariano). Definitivamente, a Congregação se internacionalizava. Daí para frente, o número de vocacionadas foi crescendo, pois foram ingressando jovens de várias cidades do Estado do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e, a seguir do Sul, onde se instalaria uma Comunidade.

No dia 13 de agosto de 1958, novo grupo chegou da Itália para dar mais força à missão brasileira: Irmãs Alba Graziano, Irmã Cafà, Bevenuta Insana e Donatina Ferretti. Em 10 de setembro de 1958, mais uma religiosa, a Ir. M. Venerina la Rocca. Desse grupo, permanece no Brasil nossa amada Ir. M. Donatina Ferretti. Em 1958, Madre M. Alba Graziano veio para o Brasil para substituir Ir.M. Adriana Grottoli que voltava para a Itália. Da mesma forma, em 1960, Madre M. Ester Arrigo foi substituída pela Madre M. Plácida Porto.

A 22 de maio de 1959, a região Sul foi pisada pelas FDZ. A Casa Assistencial da Mineração foi fundada em Içara/SC. No dia 08 de dezembro de 1962, foi inaugurado o Colégio Cristo Rei, também em Içara/SC, que iniciou suas atividades educacionais no dia 04 de março de 1963. Mais tarde, a Casa Assistencial deixou de existir, permanecendo a comunidade concentrada no Colégio.

No dia 19 de dezembro de 1962, chegaram outras missionárias: Ir. M. Dária Pepe, Ir. M. Diomede Cutecchia e Ir. M. Gonzaga Ferrera. Mais tarde, todas voltaram para a Itália. Dia 10 de janeiro de 1964 chegou como missionária Ir. M. Ausilia Mazzolla, que após alguns anos também voltou para sua Pátria O sonho de expansão continuava... Em 27 de março de 1965, foi fundado o Lar Escola São José, em Ubaporanga/MG. Por não ter como se manter, a casa que acolhia menores abandonados foi fechada no final de 1969.

A 04 de fevereiro de 1966, foi fundada a Escola Madre Nazarena Majone, na cidade do Rio de Janeiro/RJ.

Em 16 de abril de 1966, deu-se a inauguração de uma casa própria da Congregação, em Valença, o Artesanato Nossa Senhora Aparecida. Também em 1966, no dia 07 de dezembro, chegou Ir. M. Romilda Cannito, que permanece no Brasil ainda hoje. Em 08 de julho de 1968, o Brasil recebeu mais uma missionária, Ir. M. Inês Carozza, que está conosco até o presente. No dia 15 de julho de 1968 Madre Palmira Carlucci partiu para a Itália.

Aos 08 de dezembro de 1970, mais uma coirmã italiana veio para o Brasil: Ir. M. Rosangela Piazzolla, que retornou para a Itália no ano de 2009.

Em 1976, chegou ao Brasil Ir. M. Fiorenza Baroni, que após longa doação em nossa Pátria, retornou à Itália. Também em 1976, a convite dos Padres Rogacionistas, foi fundada a Comunidade Nossa Senhora do Divino Zelo em Brasília/DF.

A 17 de março de 1981, as FDZ chegaram a Alpinópolis/MG. Lá inaugurou-se o Lar Escola Santo Antônio em 13 de junho de 1981.

O Instituto, em 1982, iniciou uma experiência de missão em Magé/RJ, para acolher meninas carentes. Porém a obra não subsistiu e foi deixada em 30 de dezembro de 1983.

Ainda em 1983, o Brasil recebeu uma outra missionária, Ir. M. Giampaola Romano, que mais tarde retornou à Itália.

No ano de 1984 abriu-se a primeira casa em São Paulo, para ser sede do noviciado. A mesma foi fechada em dezembro de 1986. Vejamos as outras obras fundadas em nosso país ao longo desses 60 anos:

» 1987 – Instituto Nossa Senhora do Rogate – Rio de Janeiro/RJ (sede atual da Província Nossa Senhora do Rogate)
» 1987 – Comunidade Nossa Senhora de Fátima – Laginha/MG
» 1993 – Comunidade Padre Ladislau Klener – Maetinga/BA
» 1997 – Comunidade Madre de Las Mies – Santa Cruz – Bolívia
» 1997 – Breve experiência em Conservatória, distrito de Valença/RJ, no Abrigo de Idosos
» 1998 – Comunidade Nossa Senhora das Vocações – São Paulo/SP
» 1999 – Comunidade São José – Mocambo/SE
» 2005 – Comunidade Madre Palmira Carlucci – Três Rios/RJ

Hoje o Instituto conta com 14 comunidades sob a responsabilidade da Província Nossa Senhora do Rogate, sendo que uma delas, como mencionado acima, não está no Brasil, mas na Bolívia. A Missão das FDZ expandiu-se e o Brasil já não é a única parte do mundo que acolheu o Rogate ao sair da Itália. A Congregação está presente em diversos países e podemos continuar afirmando: O VERBO SE FEZ CARNE E HABITA ENTRE NÓS!





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